sábado, 17 de fevereiro de 2018

Olivença à vista! 2, 3 e 4 de Março



Cartagena quer reaparecer a 5 de Março em Castellón


O rejoneador espanhol Andy Cartagena, que domingo fez história sendo o primeiro cavaleiro a indultar um toiro na Monumental do México, fotografado na Clínica Quirón, em Barcelona (Espanha), omde ontem foi operado com êxito à fractura do rádio (braço direito), em consequência da colhida sofrida na terça-feira em Autlán de la Grana, México.
O toureiro afirma na sua página da rede Facebook que o seu maior desejo é poder reaparacer no dia 5 de Março em Castellón.

Foto D.R./@Andy Cartagena

Rouxinol compra futuro craque da Coudelaria Paim



Luis Rouxinol adquiriu hoje este magnífico poldro (foto de cima) à famosa Coudelaria Paim, apostando num futuro craque para a sua quadra.
O cavaleiro de Pegões inicia este ano a sua campanha actuando no próximo dia 31 de Março em Serpa no Festival Taurino a favor dos Bombeiros Voluntários.

Foto D.R. e Frederico Henriques


O Combate do Ano amanhã no Campo Pequeno


Amanhã, domingo, pelas 17h00 na arena do Campo Pequeno, Portugal vai ter a oportunidade de disputar outro título europeu! O português Pedro Kol vai disputar contra o italiano Alessandro Moretti o título europeu de kickboxing (-62 kg).
Antes do combate principal, este evento terá mais 6 combates: um Superfight Feminino e cinco Superfights Nacionais.


Andy Cartagena operado com êxito à lesão sofrida no braço


O rejoneador espanhol Andy Cartagena foi ontem operado com sucesso à fractura sofrida no rádio do braço direito na Clínica Quirón em Barcelona (Espanha), pelo Dr. Ramón Cugat, especialista em cirurgia ortopédica e traumatologia. A equipa médica colocou-lhe dois parafusos no braço e outro no osso escafoides, também fracturado em consequência da colhida que sofreu na última terça-feira em Autlán de la Grana, no México.
As primeiras impressões dos médicos são positivas e não afastam mesmo a possibilidade de Cartagena (na foto, com seu irmão, na quarta-feira no Aeroporto da Cidade do México, quando viajavam para Espanha) estar recuperado para uma possível reaparição já na Feira de la Magdalena, em Castellón.

Foto D.R.


Toiros de Santos Silva na corrida de Páscoa em Sousel


São da ganadaria Santos Silva os toiros a lidar na tradicional corrida de segunda-feira de Páscoa, 2 de Abril, em Sousel, cujo cartel já é conhecido e será composto pelos cavaleiros Sónia Matias, Francisco Cortes e Pedro Louceiro III, neto do saudoso Pedro Louceiro, que faz a sua estreia em Portugal (reside no México, onde tem baseado a sua actividade).
Pegam os Forcados de Évora e outro grupo ainda por designar.

Foto D.R./Arquivo

Atractivo cartel de juventude no Domingo de Páscoa em S. Manços



Francisco Palha, Miguel Moura e Luis Rouxinol Jr. (nas fotos) compõem o atractivo cartel de juventude da tradicional corrida de Domingo de Páscoa, 1 de Abril, na praça alentejana de São Manços - uma clara aposta do empresário Rui Palma no futuro. Mantendo a tradição, pegarão os grupos de forcados rivais Amadores de Évora e Amadores de S. Manços.
O catel conta ainda com um Concurso de Ganadarias disputado por exemplares das divisas Palha, Veiga Teixeira, Cunhal Patrício, Fernandes de Castro, Engº Jorge de Carvalho e Canas Vigouroux.

Fotos las-ventas.com, Emílio de Jesus e Florindo Piteira


Cavaleiro mexicano Jorge Hernández Andrés encontrado morto na sua herdade



O antigo cavaleiro mexicano Jorge Hernández Andrés, de 64 anos, foi encontrado ontem sem vida na sua herdade em San Luis Potosí, no México, tudo levando a crer que se terá suicidado com um tiro na cabeça, mas sendo ainda desconhecidos pormenores da tragédia.
Jorge Hernández Andrés, que, como a maioria dos cavaleiros mexicanos, toureou sempre trajado à portuguesa (fotos), foi ainda destacado empresário e ganadero, estando retirado das arenas desde Outubro de 1999, tendo voltado a tourear uma tarde em 2009 em Cedral, alternando com seu filho, o actual rejoneador Jorge Hernández Garate.
Debutou como cavaleiro em 1967, toureando muitas vezes ao lado de seu pai, também rejoneador, Jorge Hernández Espinosa. Tomou a alternativa a 16 de Junho de 1974 em Ciudad Juárez, apadrinhado por Gastón Santos.
Que em paz descanse.

Fotos D.R.


17 de Fevereiro: dia fatídico para a Tauromaquia portuguesa

Mestre Batista morreu em Zafra (Espanha) há 33 anos
José Mestre Batista com Miguel Alvarenga no Salão Nobre da praça do Campo
Pequeno em 1984, um anos antes da morte do famoso cavaleiro. Em baixo,
Manolo Escudero e Manuel dos Santos (vítimas de acidente de automóvel há
45 anos em Vendas Novas) com José Cardal, o braço-direito do célebre matador
de toiros na empresa do Campo Pequeno


José Mestre Batista, um dos maiores cavaleiros do último século, morreu há 33 anos, vítima de um ataque de asma na cidade espanhola de Zafra (17 de Fevereiro de 1985).
Também no dia de hoje, há 45 anos, ocorreu o trágico acidente de automóvel em Vendas Novas, em que perdeu a vida Manolo Escudero, o fiel colaborador do histórico matador de toiros Manuel dos Santos, que morreria também no dia seguinte, 18 de Fevereiro de 1973, não resistindo às graves lesões sofridas no mesmo desastre.
Em dia tão triste para a Tauromaquia portuguesa, as nossas homenagens - e a nossa eterna lembrança.

Fotos D.R.

Ana Batista e GFA de Lisboa receberam troféus ontem no Sobral de Monte Agraço

Miguel Alvarenga, Pedro Maria Gomes, Engº Luis Soares (vice-presidente da
Câmara do Sobral), Ana Batista e José Manuel Santos, presidente da Tertúlia
Tauromáquica Sobralense
Ana Batista recebeu o seu troféu das mãos de Luis Melícias, ex-presidente da
Tertúlia Sobralense, na presença do actual presidente, José Manuel Santos
Pedro Maria Gomes, cabo dos Forcados Amadores de Lisboa, que foram ontem
galardoados pelo terceiro ano consecutivo como grupo triunfador da temporada
na praça de Sobral de Monte Agraço, recebeu o galardão das mãos do vice-
presidente da Câmara Municipal, Engº Luis Miguel Henriques Soares
Um aspecto da assistência e, em baixo, o bonito troféu com que a Tertúlia
Sobralense distinguiu ontem os dois triunfadores


A prestigiada Tertúlia Tauromáquica Sobralense, de Sobral de Monte Agraço, fundada em 31 de Outubro de 1977 e actualmente presidida por José Manuel Santos, realizou ontem na sua sede mais um jantar para entrega dos troféus que atribuíu na última temporada e que neste acto distinguiram a cavaleira Ana Batista e o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa como triunfadores da última época na praça de toiros local.
O acto, que encheu a sala da Tertúlia, contou com a honrosa presença do vice-presidente da Câmara Municipal, Engº Luis Miguel Henriques Soares, que no final e num breve discurso louvou não só os dois galardoados como a Tauromaquia, que destacou como "importante manifestação da nossa Cultura".
Miguel Alvarenga foi ontem o orador que recordou o historial dos dois homenageados, começando por enaltecer "a classe a arte" da cavaleira Ana Batista, natural de Salvaterra de Magos e que com apenas 10 anos de idade se estreou na praça da sua terra em 18 de Julho de 1988, depois de ter colhido os primeiros ensinamentos na famosa Herdade da Torrinha, de Mestre David Ribeiro Telles. O director do "Farpas" recordou depois o histórico triunfo da cavaleira em 1994 no Campo Pequeno com um toiro de 585 quilos de Maria do Carmo Palha, o seu debute em Espanha em 1995 em Pamplona, a sua passagem pelo quarteto das "Amazonas da Arte" com as francesas Nathalie e Patrícia Pellén e a espanhola Raquel Orozco nos anos de 1997 e 1998 e a sua alternativa em Coruche na Corrida TV de 8 de Julho de 2000, apadrinhada por Conchita Cintrón e Joaquim Bastinhas, salientando a sua importante trajectória e a sua afirmação como primeira figura do toureio equestre "num mundo de homens".
"Por ser uma toureira de risco e de verdade e por pisar terrenos de compromisso que muitos outros não pisam, a Ana sofreu já algumas colhidas aparatosas, o que mais valoriza a sua brilhante carreira", frisou o jornalista.
Ana agradeceu as palavras de Miguel Alvarenga, congratulando-se pela distinção de que foi alvo por parte da Tertúlia Sobralense e recordando alguns dos êxitos alcançados na praça do Sobral, bem como a grave colhida que ali sofreu uma tarde.
Sobre o histórico Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, que em 2019 cumpre 75 anos de actividade e foi formado em 1994 por Nuno Salvação Barreto, Alvarenga recordou algumas das datas históricas que marcaram a sua trajectória, como por exemplo a participação do cabo fundador em 1951 no filme "Quo Vadis?", quando pegou um toiro de Infante da Câmara em pontas, a estreia do grupo em Espanha em 1950 em Sevilha e as suas presenças em Pamplona em 1970 e em Madrid, na Feira de Santo Isidro, nas temporadas de 1979 e 1980.
Com a presença na sala de vários forcados actuais e dos veteranos José Augusto Batista, João Galamba, Rijo Pinto e José Luis Gomes (o cabo que sucedeu a Salvação Barreto), Miguel Alvarenga enalteceu os 74 anos de glória dos Amadores de Lisboa, hoje comandados, desde 2010, por Pedro Maria Gomes.
Depois, o cabo dos Amadores de Lisboa, recordou que o grupo está numa "fase de renovação", depois da saída nos últimos anos de doze forcados e a entrada de novos valores, destacou algumas actuações importantes na última temporada e lamentou que "um grupo com a História do nosso tenha participado no último ano em apenas nove corridas e um festival" - Miguel Alvarenga salientara já na sua intervenção que "alguma coisa não vai bem no mundo da Tauromaquia para que isso se tenha passado...".
Pedro Maria Gomes lamentou ainda que o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa não pegue há vários anos, sem entender porquê, em algumas arenas importantes como as de Évora, de Alcochete, do Montijo e da Moita.
Este foi o terceiro ano consecutivo em que os Amadores de Lisboa ganharam o troféu como grupo triunfador da temporada na praça de Sobral de Monte Agraço.
No final do jantar e antes da entrega dos prémios, foram exibidos dois filmes respeitantes aos galardoados: um dia de treino de Ana Batista e uma entrevista de Pedro Maria Gomes ao site tauronews.com.

Fotos D.R.



Maestro Moura homenageado em Espanha pelos seus 40 anos de alternativa



O Maestro João Moura vai ser homenageado em Espanha pelos seus 40 anos de alternativa, que esta temporada se comemoram e que vão ter o seu ponto alto numa das nocturnas da temporada do Campo Pequeno.
Ainda recordado como "El Niño Moura", pelo seu triunfal debute em Madrid com apenas 16 anos, João Moura será homenageado no próximo dia 26 em Villaseca de la Sagra (Toledo), no primeiro acto das XVIII Jornadas Taurinas.
"João Moura - 40 anos de alternativa - Toureiro equestre de época" é o tema desse primeiro acto de homenagem ao Maestro de Monforte, com a presença do próprio.
Outros homenageados nas Jornadas Taurinas de Villaseca de la Sagra serão os matadores Ángel Teruel e Diego Urdiales, a ganadaria Jandilla e José Maria Gómez, presidente (director de corrida) da Monumental de Madrid.

Foto Florindo Piteira

Toureira Rocío Romero é capa do jornal "El Mundo"



A jovem novilheira espanhola Rocío Romero (foto) é hoje capa do jornal "El Mundo", um dos diários de maior tiragem no país vizinho.
O jornalista Vicente Zabala publica uma interessante entrevista com a toureiroa, que recorda o seu passado como promissora ginasta, tendo depois optado pela carreira nas arenas.
Rocío Romero toureia amanhã, domingo, no Palácio Vistalegre, a praça coberta de Madrid, onde faz o seu debute com picadores.

Foto D.R.


Paco Arévalo: maior toureiro cómico morre aos 100 anos


Considerado um dos maiores toureiros cómicos da História, Francisco (Paco) Arévalo morreu ontem em Córdoba (Espanha) com 100 anos de idade.
Iniciou a sua carreira no grupo "Los Califas de Córdoba" - onde também o célebre "Manolete" se iniciou. na parte séria do espectáculo - e passou depois por "El Empastre", "Llapisera" e, por último, "El Bombero Torero", tendo actuado algumas vezes nos festejos de Carnaval que outrora tinham lugar no Campo Pequeno.
Inesquecível foi a sua interpretação da figura de Cantinflas, elogiada pelo próprio e também por Charlot.
Que em paz descanse.

Foto D.R.

David Mora no Festival de 25 de Abril em Sobral de Monte Agraço



Rematado o cartel do tradicional Festival Taurino da Tertúlia Tauromáquica Sobralense, uma organização em parceria com o empresário José Luis Gomes e que terá lugar no dia 25 de Abril (feriado nacional) na praça de toiros de Sobral de Monte Agraço.
Actuam os cavaleiros João Salgueiro da Costa, Luis Rouxinol Jr. e o praticante David Gomes, os matadores David Mora (foto de cima) e Manuel Dias Gomes e o novilheiro João Silva "Juanito", estando as pegas a cargo dos Forcados Amadores de Lisboa.
São lidados novilhos-toiros de Falé Filipe.

Foto D.R.


Ana Batista e GFA de Lisboa galardoados ontem em Sobral de Monte Agraço


Teve lugar na noite de ontem na sede da Tertúlia Tauromáquica Sobralense (instituição fundada no ano de 1977) mais um jantar de entrega de troféus, desta vez à cavaleira Ana Batista e ao Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, muito justamente galardoados como triunfadores da temporada passada na praça de toiros de Sobral de Monte Agraço - um evento de que publicaremos desenvolvida reportagem durante o dia de hoje.
Na foto, Miguel Alvarenga (que falou sobre os dois premiados); Pedro Maria Gomes, cabo dos Forcados Amadores de Lisboa; Luis Soares, vice-presidente da Câmara de Sobral; Ana Batista; e José Manuel Santos, presidente da Tertúlia T. Sobralense.

Foto D.R.


Ontem, 6ª feira: 9.776 leram o "Farpas"



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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Maioral da ganadaria Veiga Teixeira em destaque no canal Campo Pequeno TV


O canal Campo Pequeno TV proporciona-lhe mais um programa baseado na Vida de Maioral!
De visita à Herdade do Pedrogão, solar da ganadaria Veiga Teixeira, assista a um dia de inverno no campo bravo com José Maria Pinheiro.                
O Campo Pequeno TV, o melhor da tauromaquia nacional, está disponível agora na posição 164 do MEO, no videoclube da NOS e no VIMEO.
Assista ao trailer em: https://youtu.be/WT9u6kPshmw


2, 3 e 4 de Março: super-cartéis imperdíveis na Feira de Olivença!



Manuel Braga de luto por morte de seu Pai


Está de luto a ilustre Família Braga, por morte do Engº Manuel Joaquim Calheiros da Costa Braga, proprietário da Sociedade das Silveiras, de Samora Correia, pai do conhecido criador de cavaos Lusitanos, Manuel Braga e também de Luis e Lurdes Braga. Era avô do antigo forcado João Braga.
Foi visionário e empreendedor que ajudou muitas famílias de Samora e da região, onde era querido e respeitado por todos. Homem de educação apurada e de fino trato, deixa saudades em todos com quem privou.
Tinha 92 anos e foi esta manhã a sepultar no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
A toda a ilustre Família, muito em particular a seu filho Manuel e seus netos João e Teresa, apresentamos as mais sentidas condolências.
Que em paz descanse.

Foto D.R.


Joaquín Moreno transforma cabeça de toiro em obra de arte e Campo Pequeno homenageia Grupo Tauromáquico "Sector 1"

Dr. Paulo Pereira, Drª Paula Resende, Rui Bento, Joaquín Moreno e Patrícia
Sardinha, ontem, no acto de descerramento da cabeça de toiro
Mesmo à entrada do Sector 1 e homenageando o
Grupo Tauromáquico "Sector 1", a cabeça de toiro
foi ontem descerrada pela Drª Paula Resende e
por Patrícia Sardinha
A cabeça de toiro, dos inícios do século passado, que estava perdida e degradada
numa arrecadação do Campo Pequeno, foi transformada por Joaquín Moreno numa
verdadeira obra de arte modernista e decorada com fotos da maioria dos artistas
que ao longo dos anos actuaram na primeira praça do país


Esta cabeça de toiro é dos princípios do século passado e estava perdida numa arrecadação da praça de toiros do Campo Pequeno, já completamente degradada.
Foi recuperada pelo aficionadíssimo Joaquín Moreno, proprietário do Bar "Volapié", que a transformou numa verdadeira obra de arte modernista, decorada com fotos da esmagadora maioria dos artistas que actuaram ao longo dos anos na primeira praça do país.
Oferecida por Moreno à administração do Campo Pequeno, decidiu esta homenagear o Grupo Tauromáquico "Sector 1" e, em sua honra, colocá-la nos corredores da praça, mesmo munto à entrada do Sector 1.
A cabeça de toiro foi ontem descerrada, depois do Colóquio que decorreu no Salão Nobre, pela administradora do Campo Pequeno, Drª Paula Mattamouros Resende e pela presidente do Grupo Tauromáquico "Sector 1", Patrícia Sardinha.

Fotos Maria Mil-Homens

12 espectáculos taurinos este ano no Campo Pequeno


Rui Bento (foto) anunciou ontem durante o Colóquio que se realizou no Campo Pequeno, conforme oportunamente noticiámos, o primeiro cartel da temporada, na quinta-feira, 5 de Abril, formado pelos cavaleiros Rui Fernandes (que comemora neste ano o 20º aniversário da sua alternativa), João Moura Júnior e João Ribeiro Telles, que regressa a Lisboa depois de toda a polémica que no ano passado rodeou a sua ausência. Pegam os Forcados Amadores de Santarém e Amadores de Montemor, faltando apenas designar os toiros - que podem ser das ganadarias Murteira Grave, António Silva ou Pinto Barreiros.
O segundo espectáculo da temporada será a habitual Novilhada, que desta vez não se realiza, como habitualmente, no mês de Agosto, mas a 28 de Abril, um sábado à noite. "É uma experiência que se vai fazer com um espectáculo ao fim-de-semana", adianta Rui Bento.
O terceiro festejo será mais uma corrida à portuguesa a 17 de Maio, em cujo elenco estão já certos o rejoneador Pablo Hermoso de Mendoza e o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.
Iniciar as corridas um quarto de hora antes do que é tradicional, às 21h45 e suprimir o intervalo, podendo as pessoas deslocar-se aos bares e casas de banho apenas no curto espaço que separa o final de uma lide do início da outra, são duas decisões assumidas pela empresa e que vão ser postas à prova nos primeiros espectáculos. "Se não resultarem, serão novamente alteradas nos espectáculos seguintes, vamos fazer a experiência", diz o director de Tauromaquia da empresa do Campo Pequeno.
No total, haverá 12 espectáculos taurinos este ano em Lisboa - 11 corridas de toiros, das quais quatro serão mistas e uma novilhada. Em Agosto, no dia 24, uma corrida será à sexta-feira.
No mês de Junho e pela realização do Mundial de Futebol e também do Rock in Rio, só se realizará uma corrida de toiros na primeira quinta-feira do mês, seguindo-se duas em Julho, três em Agosto, duas em Setembro e uma em Outubro (gala de encerramento).
A ausência de Diego Ventura neste primeiro cartel de 5 de Abril, depois de ter sido precisamente a ser apontado para a primeira corrida da temporada, não significa, garante Rui Bento, uma vez mais, a sua ausência na temporada lisboeta. Por opção própria, Ventura não quis estar na primeira corrida, mas deverá vir ao Campo Pequeno em Junho ou em Julho, não estando afastada a sua possível participação numa grande corrida em que o Maestro João Moura comemorará os seus 40 anos de alternativa.
Rui Bento ruma hoje mesmo para Espanha, onde tratará da contratação de duas importantes figuras do toureio espanhol para a primeira corrida mista do Abono. Os cartéis começam a ser configurados e é provável que os primeiros venham a ser anunciados ainda no final deste mês de Fevereiro.

Foto Maria Mil-Homens


Futuro dos novilheiros em debate no dia 24 na Azambuja


Como ontem noticiámos, a Tertúlia "Festa Brava" leva a efeito no próximo dia 24 (sábado) mais um interessante Colóquio, desta vez subordinado ao tema "Salvar a Tauromaquia Portuguesa é salvar os Novilheiros! Cuidado com o Regulamento".
O debate vai ter lugar no Auditório Municipal dq Azambuja a partir das 18h30, com a participação do Dr. João Santos Andrade (presidente da Associação Nacional de Criadores de Toiros de Lide), de Nuno Pardal (presidente da Associação Nacional de Toureiros), de Miguel Alvarenga (director do "Farpas") e de Luis Miguel Pombeiro (director do jornal "Olé!"), sendo Maurício do Vale o moderador.
Antes do Colóquio, pelas 15 horas, também no Auditório Municipal, será lançado o livro sobre António Salema, aficionado de referência da Azambuja, a que se seguirá pelas 16h30 uma Aula Prática de Toureio na praça de toiros "Dr. Ortigão Costa".
Depois do Colóquio, haverá um jantar no Restaurante "O Picadeiro", podendo as reservas ser feitas desde já pelos tefs. 963 349 990 ou 263 402 170.


Montijo também vai debater a excessiva duração das touradas


Depois do Colóquio de ontem no Campo Pequeno, o tema da excessiva duração das corridas de toiros volta a ser debatido na sexta-feira da próxima semana, dia 23, a partir das 21h30, no Salão Nobre da Banda Democrática 2 de Janeiro, no Montijo.
Numa organização da Escola Taurina do Montijo e do Grupo de Forcados Amadores do Montijo, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, este debate será novamente moderado por José Cáceres e terá como intervenientes o cavaleiro Luis Rouxinol, o empresário Abel Correia, o director de corrida Manuel Gama e Hélder Milheiro, da Federação Prótoiro.
Uma vez mais e à semelhança do que ontem ocorreu no Salão Nobre do Campo Pequeno, a discussão do tema parte de um minucioso estudo sobre o tempo de duração das corridas levado a cabo por José Cáceres e que será tema de próximos programas no canal Campo Pequeno TV.
Outro debate sobre o mesmo tema terá lugar em Vila Franca de Xira, anunciou ontem José Cáceres.


4 empresários concorreram à interditada praça da Chamusca


Foram quatro os empresários que na última sexta-feira apresentaram propostas para se candidatar à adjudicação, por esta temporada, da praça de toiros da Chamusca: José Luis Gomes, Paulo Pessoa de Carvalho, Luis Miguel Pombeiro e o cornetim Nuno Narciso.
A entrega de propostas terminou na sexta-feira, mas a praça encontrava-se interditada desde quarta, por necessidade de obras, depois de vistoriada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), conforme oportunamente aqui se noticiou.
Os concorrentes ou, pelo menos, alguns deles, foram agora convocados pela Santa Casa da Misericórdia, proprietária da praça, para uma reunião na próxima quarta-feira. Onde certamente lhes será dado conta do impasse causado pela interditação da IGAC e se procurarão encontrar soluções - que vão ter que passar, obrigatoriamente, pelas obras, sem as quais a praça não pode funcionar - nem ser entregue a nenhuma das empresas concorrentes.

Foto D.R.



Debate ontem no Campo Pequeno: as touradas só são longas quando são chatas...

O dabate de ontem no Campo Pequeno foi moderado por José Cáceres e teve
a interessante participação de Patrícia Sardinha, Pedro Reinhardt, Rui Bento
e Rui Salvador
Esteve cheio o Salão Nobre do Campo Pequeno
A administradora do Campo Pequeno, Drª Paula Resende,
foi ontem uma espectadora atenta do debate sobre a
longa duração das corridas de toiros
O director de corrida Rogério Jóia olhando para o
relógio - uma imagem bem significativa do tema que
ontem foi discutido no Campo Pequeno. Em baixo,
um WC da praça de toiros de Lisboa. Onde era preciso
ter muitos mais... mas disso ninguém falou...


As touradas duram em norma três horas e picos e há quem considere isso uma eternidade. Três horas durou há dois anos no Pavilhão Atlântico o concerto do Elton John e se ele tem cantado mais três horas ninguém dali sairia. O problema, ontem discutido num Colóquio no Campo Pequeno, não é a longa duração das touradas. É, antes, o facto de muitas delas serem uma chatice tão grande que até dão sono ao Engº Jorge de Carvalho - e a todos. Diminua-se o número (excessivo) de corridas por ano, apresentem-se elencos aliciantes e que não sejam “mais do mesmo”, os toureiros que se disciplinem e tenham a hombridade de só dar a volta à arena quando a merecerem mesmo - e o problema está resolvido. Três horas é muito tempo num espectáculo chato, Mas num bom espectáculo até sabem a pouco. Ontem disse-me muita coisa, foi quase como discutir-se o sexo dos anjos - e pouco se resolveu. Ficou tudo como estava. As alterações propostas diminuiriam, quando muito, o tempo em dez ou quinze minutos. Não é nada.

Miguel Alvarenga - As corridas de toiros são longas - isso todos sabemos. Há forma de lhes reduzir o tempo? E há mesmo necessidade de o fazer ou o público, o santo público, habituado como está, pouco se importa que elas durem três horas ou que lhes reduzam, subtraindo alguns tempos mortos, dez ou quinze minutos? Isso fará grande diferença? O principal problema, na minha opinião, não tem a ver com a longa duração das corridas, mas antes com a “chatice” que muitas delas são. Há corridas em que ao fim de uma hora, como ele próprio ironizou, o Engº Jorge de Carvalho já dorme… e há corridas que duram uma eternidade, mas são tão boas que se durassem outras três horas não maçavam ninguém. Como Patrícia Sardinha ontem muito bem disse, as corridas não são longas, às vezes são é chatas. Que é muito diferente.
Este tema foi base de um interessante Colóquio realizado ontem no Salão Nobre da praça de toiros do Campo Pequeno, que foi pequeno para tanta gente e que atraíu aficionados, forcados, ganadeiros e toureiros e que foi mais uma louvável jornada organizada pela empresa da praça, pelo canal Campo Pequeno TV e pelo Grupo Tauromáquico “Sector 1”.
Aplauda-se o minucioso estudo (brilhante a todos os títulos!) feito por José Cáceres - quase paciência de chinês -, que nos deu ao pormenor e praticamente ao segundo todos os tempos em que decorrem os muitos momentos que compõem uma corrida de toiros, estudo esse baseado na análise detalhada das corridas que no ano passado se efectuaram em Lisboa.
Ficámos a saber, por exemplo, que as corridas à portuguesa, em média, duram 3h08m, as mistas, duram em média 2h53 e que durante 42% do tempo o toiro não está em praça. Ou seja, nesse tempo ocorrem as cortesias, os toques, as recolhas de toiros, as voltas à arena, as limpezas da arena, etc.
Foi muito falado e também muito criticado o novo Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET), nomeadamente no que respeita aos tempos de lides e de pegas, mas sobretudo na forma como são concedidas (pelo director de corrida) as voltas à arena. Mas eu pergunto: quem fez o Regulamento? Foram os homens do futebol ou foram os homens dos toiros?… É que, às tantas, parecia entender-se que este Regulamento tinha sido feito por gente que nada tem a ver com o mundo dos toiros, daí as falhas e os erros que muitos lhe apontaram…
Espremendo as opiniões e as intervenções dos participantes no Colóquio - o director de Tauromaquia do Campo Pequeno, Rui Bento; o cavaleiro Rui Salvador; o director de corrida Pedro Reinhardt (presidente da Associação de Directores de Corrida); e a presidente do Grupo Tauromáquico “Sector 1”, Patrícia Sardinha - chegámos à conclusão de que todos concordam que três horas é muito tempo para uma tourada, mas que também há pouco ou quase nada a fazer para lhe diminuir a duração.
Alvitrou-se um “ritmo mais acelerado” nas cortesias, a empresa anunciou que suprime o intervalo (como experiência, nas primeiras corridas, podendo voltar a fazê-lo se a coisa não der certo) e que as corridas passam a iniciar-se às 21h45 em vez de ser às 22 horas, porque, disse Rui Bento, muita gente que vem de fora queixa-se que depois chega a casa às cinco da manhã. Assim, passará a chegar às cinco menos um quarto, que praticamente é o mesmo…
Até aqui, nada de significativo que altere o tempo da corrida. Falou-se também na hipótese de se passarem a lidar quatro toiros em vez de seis, como já aconteceu em situações pontuais (por exemplo, a corrida de Morante com o cantor Cigala, há dois anos). Não sei se o público aceitaria. E isso obrigaria a reduzir drasticamente o preço dos bilhetes, tiraria glamour à corrida de toiros.
O problema, insisto, não está na longa duração de uma corrida. Está muito mais na chatice que muitas vezes se torna uma corrida. Há corridas em que ao fim de uma hora já todos temos sono. E corridas que se durassem outras três horas mais, ninguém se importaria de ali ficar a vê-las, antes pelo contrário.
Iniciar no Campo Pequeno as corridas um quarto de hora antes, não sei se vai alterar alguma coisa. O povo português não é disciplinado, vai continuar a chegar ao seu lugar um pouco depois das dez da noite.
Suprimir o intervalo, a meu ver, não vai dar resultado. As pessoas passam a poder ir ao bar e ao WC nos oito minutos que decorrem entre o fim de uma lide e o início da próxima. Vai ser um vai-vem nas bancadas, que o melhor é colocar polícias pelo meio a controlar e a disciplinar o “trânsito”.
E depois, há um problema que ninguém frisou ontem: o Campo Pequeno tem pouquíssimas casas de banho, praticamente uma (e escassa) para cada três sectores. Foi um erro crasso de quem planeou as obras. Mesmo no intervalo, formam-se filas intermináveis pela escada acima para podermos ir satisfazer as nossas necessidades. Quem está aflito e sai ao intervalo para ir ao WC, normalmente (aconteceu-me algumas vezes) já não chega a tempo de entrar na bancada para ver a próxima lide. Necessidade urgente: mais casas de banho na praça!
Com mais ou menos um quarto de hora, com ou sem intervalo, não será isso que vai contribuir para reduzir o tempo de uma tourada. Já no que respeita às voltas à arena, isso sim. Foi ontem forcado por vários intervenientes, e concordo plenamente, que os toureiros têm que se disciplinar e que ter a hombridade de só dar a volta se, de facto, tiverem protagonizado uma grande actuação. Muitas vezes nem tem a ver com eles, mas com as qualidades dos toiros que enfrentam. Mas a verdade é que as voltas à arena deveriam ser dadas apenas quando plenamente merecidas e não apenas “por dá cá aquela palha”. Isso, sim, poderia contribuir para a diminuição do tempo das touradas. Mas também não seria demasiado significante.
João Palha Ribeiro Telles, com a frontalidade e petinência que lhe reconhecemos, alvitrou várias soluções para diminuir o tempo das touradas, arricando mesmo aconselhar que os toiros deixem de ser recolhidos por campinos e cabrestos, já que, disse, "é muito mais rápido o toiro ir para dentro com os bandarilheiros". E apelou a que, depois da reunião de ontem, "se unam as tropas", ou seja, toureiros, forcados e demais intervenientes, para que cheguem a consensos para tornar menos aborrecedora a duração das corridas. O ganadeiro Engº Jorge de Carvalho também pôr o dedo na ferida e lembrou "as voltas à praça que os cavaleiros hoje em dia dão a cavalo", antes de sairem da arena, o que deverir levar depois o director de corrida a não autorizar a volta a pé, "uma vez que já a deram".
Resumindo e concluindo, o Colóquio de ontem no Campo Pequeno foi uma interessante e agradável jornada, mais uma, promovida sobretudo pela empresa, para animar este tempo de quase pós-defeso. Mas, feitas as contas, depois das que José Cáceres - que foi também um brilhante moderador do debate - tão bem fez, chega-se à conclusão de que há muito pouco ou quase nada a fazer para diminuir o tempo de duração de uma corrida de toiros - que, quando é boa, poderia até durar seis ou sete horas, que não maçava ninguém. E quando é chata - esse é e será sempre o verdadeiro cerne da questão - dá sono não apenas ao Engº Jorge de Carvalho, como à santa paciência de todos nós…

Fotos Maria Mil-Homens

Bilhetes já à venda para o Festival da Rádio Campanário


Já estão à venda nos estúdios da Rádio Campanário, em Vila Viçosa, bem como em vários postos no Redondo, nomeadamente no snack-bar "O Vicente", os bilhetes para o seu IX Festival Taurino, que no próximo dia 10 de Março, a partir das 16 horas, se vai realizar no Coliseu do Redondo.
Frente a novilhos-toiros da Casa Prudêncio, estarão em praça os cavaleiros António Telles, Rui Fernandes, Diego Ventura, Filipe Gonçalves, João Moura Jr. e a praticante Mara Pimenta, bem como os grupos de forcados de Évora e do Redondo.
Podem ainda ser feitas reservas através dos telfs. 268 980 222 e 961 349 379 ou ainda pelo email www.radiocampanario.com.